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Coletivos FEA - USP, histórias de necessidade

  • Foto do escritor: Thaislane Xavier
    Thaislane Xavier
  • 5 de mai. de 2020
  • 2 min de leitura


A cada ano as universidades se tornam mais diversas. Com isso, os coletivos — grupo que se une por uma causa — são necessários para evitar que casos de discriminação ocorram e sejam impunes.

Na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP há três coletivos, cada um funcionando ao seu modo e com história própria, mas com os mesmos objetivos de acolher, integrar, conscientizar e combater a opressão.

Criado em 2012 com um nome escolhido por estudantes numa votação, o FEA Society age em casos de LGBTfobia dentro do instituto e reuniões são convocadas para ouvir opiniões quando um novo projeto surge. Mostrando que, apesar de tantos discursos de ódio existentes, faculdade é um local para todos.

Com a chegada dos calouros, ocorre divulgação e os novos LGBTs da FEA passam a conhecer o coletivo, que vem crescendo e “já não possui um número oficial de membros”, diz Luiz Augusto, integrante do coletivo.

Em 2015, um grupo auto-organizado decidiu propor um debate sobre questões raciais em uma sala de aula. Depois disso, essas pessoas decidiram montar um coletivo, com o nome de uma personalidade negra pouco conhecida. Desde então, o Coletivo Carolina Maria de Jesus vem atuando na FEA.

A ideia de se institucionalizar começou em 2018 e estão pensando em procurar a direção e conversar com ela para dizer “nós existimos e temos vários projetos para a instituição”, é o que fala Renan Silva, um dos fundadores do coletivo. A intenção ao fazer isso é se dissociar do Centro Acadêmico (CA) e conseguir um maior número de participantes, já que a média é de apenas 5 pessoas por reunião.

O mais novo entre eles é o Coletivo Feminista Alice Canabrava, que passou a ser formal 2018. Anteriormente, o grupo denominado As Histéricas funcionava por mensagens de WhatsApp, sem participação ativa na universidade. “Assim que sentamos para conversar notamos que sentíamos falta de ter um coletivo como suporte”, diz Mônica Angelis, integrante do grupo.

Foi decidido, então, reformular as diretrizes do movimento, começando a representar, de fato, as feanas. Com o nome da primeira mulher a conseguir o cargo de professora titular na FEA, o coletivo conta com cerca de 70 mulheres e possui como objetivo defender e acolher as feanas. As demais pessoas da comunidade USP podem participar dos eventos abertos. As reuniões e desabafos, entretanto, são fechados para mulheres da FEA.

Os coletivos feanos possuem diversas coisas em comum além da vontade de evitar a opressão. Todos são formados apenas por feanos que fazem parte das respectivas minorias. Além disso, as reuniões não tem periodicidade definida e ocorrem de acordo com a necessidade do coletivo. Nenhum deles possui cargos, então a participação se dá de forma livre, com cada um se oferecendo para ajudar de acordo com sua aptidão e disponibilidade.

Essas uniões são de extrema importância para defender interesses de alunos que fazem parte da minoria e é muito fácil participar deles, basta procurar um dos membros ou páginas e grupos oficiais no Facebook (links anexados aos nomes).


 
 
 

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