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Resenha: Ponte para Terabítia

  • Foto do escritor: Thaislane Xavier
    Thaislane Xavier
  • 7 de jul. de 2020
  • 2 min de leitura

Capa do livro Ponte para Terabítia / Reprodução

Lançado em 1977 e traduzido para português pela Salamandra, Ponte para Terabítia (Bridge to Terabithia), livro infantil, conta a história de amizade entre Leslie e Jess, ambos com 10 anos. O maior sonho de Jess é ser o grande campe


ão de corrida de sua escola, mas vê seu sonho ameaçado com a chegada de Leslie, e fica furioso por perder a chance, ainda mais para uma menina.


Mas depois que a raiva passa, ele começa a ver nela uma grande amiga e os dois começam a se aventurar juntos, criando até seu próprio lugar: Terabítia. Um reino mágico e solene, onde governam soberanos, protegidos das ameaças e zombarias da vida cotidiana.


O menino introvertido foi criado em uma pequena vila com suas outras quatro irmãs e só conhece aquela realidade que não é nada fácil para ele. Ama desenhar, o que todos vivem falando que é uma perda de tempo a ponto de fazê-lo só às escondidas e quer, mais que tudo, conquistar o respeito e o carinho do pai.


Leslie, por outro lado, é um espírito livre. Filha de dois escritores, ela cresceu no mundo dos livros e tem uma imaginação imensa. A personagem não se prende a convenções sociais e sabe que pode fazer o que quiser, por mais que vá ser julgada pelas pessoas ensina muito sobre não se prender a isso.


No entanto, os dois protagonistas tem um defeito: não parecem ter a idade que tem pela complexidade de emoções que apresentam. Jess entende muito sobre suas responsabilidades e parece sentir o peso do mundo nas coisas. Leslie, apesar de um espírito mais infantil, tem uma opinião muito clara das coisas e luta pelo que acredita.


Leslie e Jess correndo / Reprodução

A história levou a medalha Jhon Newbery e teve duas adaptações, uma em 1985, para a televisão, e outra em 2007, para o cinema.


O enfoque do livro são as reflexões sobre relações humanas, crescimento e sonhos de uma maneira poética, mas não traz tanto o reino mágico das duas crianças. O livro por outro lado, contém muito mais cenas de ambos nesse local e o usa como principal meio para conseguir resultados que a obra literárias fez de outras formas.


A idade dos protagonistas na produção de 2017 também foi alterada, fazendo com que eles se pareçam mais velho e haja mais verossimilhança com suas personalidades.


Os temas dos dois convergem e divergem o tempo inteiro, cada um prezando mais por algum aspecto que outro. Falar que o longa foi adaptado do livro é um tanto quanto injusto já que as obras são tão diferentes nas maneiras de chegar a um final, o ideal, talvez, seja dizer que ele foi inspirado no original de Katherine Paterson.


Funcionam bem como complementares um do outro, o que se sente falta em uma das obras se encontra melhor abordado no outro. O livro é bem curto, com apenas 160 páginas e é rápido de leitura, já que a linguagem é para crianças. O filme tem apenas uma hora e meia de duração. Então, é tranquilo fazer a leitura e assistir, até mesmo em um único dia.


 
 
 

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