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O machismo na cozinha

  • Foto do escritor: Thaislane Xavier
    Thaislane Xavier
  • 10 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura

Dayse e o Troféu de Masterchef Profissional CARLOS REINIS/BAND

Vida de chef de cozinha não é nada fácil. O Masterchef, apesar de mostrar apenas uma pequena parte, prova que os dias de quem escolhe ser cozinheiro pode ser muito mais desafiador do que o presente no imaginário popular.


Queimaduras, estresse, pressão dos chefs e erros fazem parte do dia a dia desses profissionais. Mas tem um lado que ainda enfrenta mais dificuldades, principalmente, antes de ter um nome no mercado: o das mulheres que querem cozinhar.


A situação entre Dayse Paparoto e seu antigo chefe, Ivo Lopes, na primeira temporada de Masterchef Profissionais chocou muitos espectadores. Pois, a depois vencedora do prêmio, era tratada o tempo todo como inferior, mesmo se mostrando perfeitamente capaz e alguns comentários contra o machismo surgiram.


Lugar de mulher não é na cozinha


Uma frase que com certeza todas as mulheres já ouviram em algum momento de sua vida é “lugar de mulher é na cozinha”, mas quando a mulher quer comandar uma cozinha essa premissa não parece ser verdadeira.


(Não que essa premissa deveria ser verdadeira em qualquer circunstância. É clichê, mas mulheres são seres dotados de vontade e de consciência que podem, e devem, ocupar o espaço que desejarem.)


Parênteses feito, ser mulher em um meio no qual todos dizem ser aquele que ela deveria ocupar pode ser um verdadeiro pesadelo. “Nunca me aceitaram na cozinha de primeira. Sempre me deram a pia para trabalhar”, conta Bruna Kao, Fundadora e chef do Ásia Gourmet Club, sobre sua experiência no meio gastronômico enquanto buscava especialização no leste asiático.


O machismo existe em todos os ambientes, e não importa onde for uma mulher terá que se esforçar mais para conseguir os mesmos postos e cargos. “Quando digo que foi um trabalho redobrado foi exatamente por conta desses dois quesitos [ser mulher e imigrante].”


Fora da cozinha não melhora e muitos clientes torcem o nariz quando veem mulheres na cozinha, em especial no lugar de chefia.


Mas ela conseguiu e foi uma das pioneiras no seu setor em São Paulo e conta que depois disso ficou mais fácil. “A partir do momento que você prova que é bom, que ganha seu espaço, a tratativa é a mesma.”



 
 
 

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