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Violência contra a mulher aumenta durante a pandemia

  • Foto do escritor: Thaislane Xavier
    Thaislane Xavier
  • 4 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura

[Reprodução / Redes Sociais Magazine Luiza]


Nos últimos dias você deve ter se deparado com algumas campanhas como: Eu Moro Meu Agressor ou a da Magazine Luiza sobre violência contra a mulher, e não entenda muito bem o que está acontecendo para gerar ainda mais comoção sobre o tema.


Mas o número de casos de violência doméstica aumentou nesse período em que as vítimas estão 24 horas por dia ao lado de seu agressor. Um espaço que deveria ser seguro para que não houvesse contaminação, no entanto, tem se tornado assustador.


Na Argentina, pelo menos 6 mulheres foram mortas nos primeiros 9 dias de confinamento. Na Espanha e na França, esta que teve um aumento de 32% no número de casos desde o início da pandemia, as mulheres agredidas podem ficar em hotéis neste período de confinamento.


O Fórum Brasileiro de Segurança pública registrou, entre o início da pandemia e o fim de maio, um aumento de 44,9% no número de denúncias de violência contra a mulher.


[Reprodução / Governo Federal]


Com isso, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves informou que, junto com o governo federal, reorganizou os serviços oferecidos pela Central de Atendimento à Mulher, que continua disponível 24 horas por dia pelo Ligue 180 e pelo Disque 100. Os casos mais urgentes devem ser denunciados junto à Polícia Militar no número 190.


Além disso, há, pela Defensoria Pública de São Paulo nesse período, uma maior facilitação nos pedidos de medidas protetivas e flexibilização da exigência de boletins de ocorrência. Visto que as mulheres estão passando 24 horas por dia com seu agressor, que em certos casos monitoram cada um de seus passos, e denunciar se torna quase impossível.


Por isso verbos no imperativo, como denúncia e saia de casa, não funcionam. Já é difícil para a vítima saber o que é ou não um relacionamento abusivo em um país no qual violências cotidianas, como o assédio, são consideradas normais e banalizadas. O sexo forçado, mesmo dentro do casamento, é estupro e muitas mulheres não o sabem. Há a violência psicológica e a patrimonial, quando a mulher não tem acesso ao dinheiro e o homem quem controla.


Muitas vezes o agressor impede com que a vítima faça o uso de ferramentas como oc elular, e nem toda a população brasileira tem acesso a tecnologia e a internet, o que dificulta ainda mais a denúncia.


Além disso, quando a mulher entende que o que está sofrendo é um tipo de violência e tem as ferramentas para denunciar, elas ainda correm o risco de serem desacreditadas, de um processo demorar anos e de, infelizmente, ser tarde demais quando ouvirem de fato seus pedidos de socorro.


Em um cenário como o brasileiro, os imperativos deveriam ser outros: ajude, preste atenção e meta a colher em briga de marido e mulher. Isso pode salvar vidas.


 
 
 

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